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Empresário analisa o futuro da gestão de frotas com a chegada do plano de assinatura de caminhões

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Com o lançamento do plano de assinatura de veículos pesados da Volkswagen, transportadores refletem sobre utilidade na gestão de veículos

O aluguel de carros já faz parte do dia a dia dos brasileiros. Segundo dados da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), o Brasil atingiu uma frota de 1,136 milhão de carros para alugar, o que é um crescimento de 12,8% em comparação com a quantidade registrada no final de 2020.

Isso não se aplica mais a carros somente. A Volkswagen anunciou recentemente o lançamento do seu serviço de assinatura de caminhões, o VW Truck Rental, em agosto de 2022. Esse será o primeiro modelo de locação deste tipo oferecido por uma montadora no país, voltado exclusivamente para o aluguel de veículos pesados.

O serviço terá pacotes que variam de R$ 3.679 a R$ 15.999 por mês segundo a empresa. Os períodos de contratos podem ser ajustados entre 36 e 60 meses, com franquia, abrangendo diversos benefícios, como documentações, licenciamento, IPVA, manutenção, seguro, implementos como baú ou carga seca, além de vários outros serviços que variam de acordo com o contrato.

As facilidades que essa modalidade oferece para o motorista são um dos grandes fatores para o seu crescimento no Brasil, pois ela tira a responsabilidade de diversos desafios de quem conduz o veículo, que precisa se preocupar somente em dirigir.

Para o diretor operacional da Zorzin Logística, Marcel Zorzin, esse tipo de negócio vai ajudar principalmente as pequenas empresas. “Para quem não tem muito conhecimento no transporte, acaba sendo uma opção viável, já que é necessário somente realizar uma gestão de motoristas para conseguir conduzir uma operação”.

O empresário ainda comenta que não possui nenhum projeto de locação em andamento. Segundo ele, ao colocar na ponta do lápis, não fazia sentido esse tipo de modalidade para a sua empresa e para o seu tipo de serviço, mas que analisa de perto as movimentações do mercado.

“É importante prestar atenção principalmente no custo e ver se compensa mais locar veículos e colocar o pessoal para trabalhar do que contratar uma empresa terceirizada, ou até mesmo ter uma frota própria. Mas obviamente isso varia entre modelos de negócio, não tem como cravar uma como certa”, aponta Marcel.

Marcel também enxerga alguns desafios para a implementação dessa modalidade no país. Ele comenta que os empresários ainda possuem um pensamento de precisar possuir uma frota de caminhões próprios, independente de ser vantajoso ou não, e que enquanto esse pensamento existir a locação de caminhões vai demorar para “deslanchar”.

No entanto, ele também consegue enxergar pontos positivos para o setor. “O impacto para a gestão de frotas, nas empresas de transporte, pode ser muito bom. Se pudéssemos fazer com que toda essa demanda fosse terceirizada, isso acabaria diminuindo a infraestrutura das empresas e cortando gastos, o que por sua vez possibilitaria reinvestir esse valor em melhorias para a própria transportadora e até mesmo para os funcionários”.

Entretanto, Marcel comenta que ainda falta muito para essa modalidade ser uma realidade viável para os transportadores de carga. “Para o transporte de passageiros, pode ser que tenha alguma diferença imediata. Porém, para o de cargas, como cada operação exige um equipamento diferente, isso pode ser um grande obstáculo para uma implementação viável nos processos logísticos, o que acredito ser um ponto no qual deve-se prestar bastante atenção”.

Marcel Zorzin é diretor operacional da Zorzin Logística. Formado em administração de empresas pelo Colégio Modelo, atualmente divide suas atenções entre o cargo na transportadora e em atividades nas entidades de classe, sendo diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do ABC (Setrans) e coordenador do núcleo da Comissão de Jovens Empresários (COMJOVEM) do ABC.

Foto: iStock

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